Tudo que você precisa saber sobre materiais e técnicas para biópsia de próstata guiada por ultrassom — desde a escolha do calibre de agulha até as diferenças entre abordagem transretal e transperineal.
A biópsia de próstata é o procedimento padrão-ouro para o diagnóstico de câncer de próstata. É indicada principalmente quando o exame de PSA (antígeno prostático específico) está elevado, quando o toque retal apresenta alterações, ou quando há achados suspeitos em exames de imagem como a ressonância magnética multiparamétrica (mpRMI).
No Brasil, o câncer de próstata é o segundo tipo mais comum em homens, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). O diagnóstico precoce por meio da biópsia aumenta significativamente as chances de tratamento bem-sucedido, o que torna a disponibilidade de materiais de qualidade essencial para clínicas de urologia e centros de diagnóstico por imagem.
Indicações clínicas para biópsia de próstata: PSA acima de 4 ng/mL em homens acima de 50 anos; PSA entre 2,5 e 4 ng/mL com velocidade de crescimento aumentada; toque retal com nódulo ou assimetria; achado PIRADS 4 ou 5 na mpRMI.
As duas principais abordagens para biópsia de próstata têm indicações, vantagens e materiais distintos. Conhecer as diferenças é fundamental para a escolha do equipamento correto.
É a abordagem mais realizada no mundo. A sonda de ultrassom endocavitária é introduzida pelo reto, permitindo visualização em tempo real da próstata enquanto a agulha avança pelo guia transretal acoplado à sonda. O procedimento é ambulatorial, rápido (15 a 20 minutos) e realizado com anestesia local.
O principal material necessário além da agulha é o guia para biópsia de próstata, que é acoplado à sonda endocavitária e direciona a agulha no ângulo correto. Os modelos disponíveis variam conforme o fabricante da sonda (GE, Philips, Toshiba, Samsung, Mindray, BK Medical).
Nessa abordagem, a agulha é inserida pelo períneo (região entre o escroto e o ânus), geralmente sob sedação ou raquianestesia. Embora mais invasiva, é preferida em pacientes com prótese retal, fístulas, ou quando se suspeita de tumores anteriores da próstata, que são subamostrados pela via transretal. Estudos recentes mostram menor taxa de infecção e maior taxa de detecção de câncer clinicamente significativo.
Dispara o mecanismo de corte e amostra em um único movimento ao acionar o disparador. São as mais utilizadas por serem práticas, rápidas e produzirem fragmentos de tecido longos e íntegros. Compatíveis com pistolas automáticas como AlphaCore, Pro Mag 2.5 Ultra e Bard Max-Core.
O mecanismo de coleta exige dois movimentos manuais: primeiro avança o mandril interno com o entalhe (notch), depois a cânula externa avança para cortar o fragmento. São amplamente utilizadas em biópsias guiadas por tomografia e em procedimentos onde o operador prefere controle manual do avanço. A agulha Tru-Cut é um dos modelos mais reconhecidos pelo mercado.
Sistema com cânula introdutora que permanece posicionada na próstata, permitindo múltiplos disparos sem reposicionar o trajeto. Reduz o número de punções na cápsula prostática, minimizando o risco de disseminação de células tumorais. Indicada em biópsias direcionadas por fusão de imagens (MRI-TRUS fusion).
A escolha do calibre e comprimento da agulha impacta diretamente a qualidade do fragmento coletado e o conforto do paciente.
Para comprimento, os mais utilizados são 20 cm (padrão para via transretal) e 25 cm (para próstatas maiores ou abordagem transperineal com grade). O comprimento do curso de amostra — que varia entre 15 mm e 22 mm dependendo do modelo — também é relevante: cursos maiores coletam fragmentos mais longos para análise anatomopatológica.
O disparador (ou pistola automática) é o dispositivo que aciona o mecanismo de corte da agulha. São reutilizáveis, esterilizáveis em autoclave e compatíveis com agulhas automáticas de múltiplos fabricantes.
Um dos modelos mais utilizados em clínicas brasileiras. Design ergonômico, acionamento suave e compatível com agulhas automáticas 14G a 18G de diferentes fabricantes. Disponível nos comprimentos de curso 15 mm e 22 mm.
Pistola de alta performance com mecanismo de acionamento de baixo impacto, reduzindo o desconforto durante o disparo. O modelo 2.5 Ultra aceita agulhas de 14G a 20G e é amplamente indicado para biópsias guiadas por ultrassom em urologia e radiologia intervencionista.
Versão Plus com curso de amostra ampliado (até 22 mm), permitindo coleta de fragmentos maiores com um único disparo. Ideal para casos em que a análise histopatológica exige amostras de maior comprimento.
Estoque próprio com entrega para todo o Brasil. Atendemos clínicas de urologia, hospitais e centros de diagnóstico por imagem.
O guia transretal é acoplado à sonda endocavitária de ultrassom e direciona a agulha no ângulo correto durante a biópsia de próstata. A escolha do modelo correto depende do fabricante e modelo da sonda utilizada na clínica.
Dica: Se não souber qual modelo de guia é compatível com a sua sonda, entre em contato com nossa equipe técnica. Informando o fabricante e o modelo da sonda endocavitária, indicamos o guia correto e evitamos incompatibilidades.
O protocolo mais utilizado é a biópsia sistemática em 12 fragmentos (sextantes bilaterais), com coleta de dois fragmentos em cada uma das seis regiões da próstata: base, meio e ápice, direito e esquerdo.
Em casos com achados suspeitos na ressonância magnética multiparamétrica (score PIRADS 4 ou 5), recomenda-se adicionar biópsias direcionadas à lesão, resultando em 14 a 20 fragmentos por procedimento. Nesses casos, o uso de sistema coaxial é vantajoso para minimizar o número de punções da cápsula prostática.
Cada fragmento deve ser acondicionado em frasco individual de formol a 10%, devidamente identificado com localização (ex.: “base direita”, “ápice esquerdo”). Essa organização permite ao patologista mapear a distribuição do tumor, dado fundamental para estadiamento e planejamento cirúrgico.
Para biópsia de próstata guiada por ultrassom, o calibre mais utilizado é 18G, com comprimento entre 20 e 25 cm. Esse calibre oferece fragmentos de tecido adequados para análise histopatológica com mínimo trauma ao paciente. Em pacientes anticoagulados ou em biópsias transperineais, o 20G pode ser preferido.
A agulha automática dispara o mecanismo de corte e amostra em um único movimento ao acionar a pistola, sendo mais prática e rápida. A semiautomática (como a Tru-Cut) exige dois movimentos: primeiro avança o mandril interno, depois a cânula externa corta o fragmento. A escolha depende da preferência do radiologista e do tipo de procedimento.
Na biópsia transretal, a agulha é guiada pelo reto com auxílio de sonda endocavitária. É o método mais comum, menos invasivo e realizado ambulatorialmente. Na biópsia transperineal, a agulha entra pelo períneo, geralmente sob sedação. Tem menor risco de infecção e é preferida em suspeita de câncer anterior da próstata.
O protocolo padrão coleta entre 10 e 12 fragmentos em sextantes. Em casos de suspeita focal por multiparamétrica, pode-se coletar até 20 fragmentos ou mais com biópsia dirigida.
Sim. Os disparadores AlphaCore, Pro Mag 2.5 Ultra e Alpha Plus são reutilizáveis e esterilizáveis em autoclave. As agulhas utilizadas com eles são de uso único e descartadas após cada procedimento.

materiais para radiologia intervencionista e exames de imagem. Atendemos clínicas e hospitais em todo o Brasil.
Informamos que entraremos em recesso no período de 19 de dezembro de 2025 a 05 de janeiro de 2026.
Retornaremos normalmente no dia 06 de janeiro de 2026. O último dia para faturamento será dia 23/12. Pedidos enviados a partir de 12h de 23/12 serão faturados a partir de 06/01.